sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Cogumelos com Vinho do Porto e Tomilho



Na semana passada estive num jantar em que foram servidos uns deliciosos cogumelos Portobello grelhados, acompanhados de um aveludado molho de Vinho do Porto. Gostei tanto daqueles cogumelos, que me inspirei para cozinhar estes que aqui mostro. Mais uma receita rápida, com poucos ingredientes, perfeita para fazer nas férias. 


Usei:

4 cogumelos de Paris grandes
2 cogumelos Portobello grandes, sem pé
1 dente alho grande
5 colheres de sopa de Vinho do Porto
5 hastes de tomilho fresco
Azeite
Sal e Pimenta preta


Fiz assim:

Comecei por limpar, com um pano, toda a superfície dos cogumelos. Depois de bem limpos, cortei-os em fatias. Aqueci azeite num wok, em quantidade suficiente para cobrir o fundo. Quando o azeite aqueceu, adicionei os cogumelos. Descasquei e piquei o alho, e juntei-o aos cogumelos. Temperei com um pouco de sal e pimenta, e fui mexendo os cogumelos, até que cozinhassem e largassem toda a água que os compõem. Depois reduzi o lume, até que a água evaporasse. Nessa altura adicionei o Vinho do Porto, e deixei cozinhar por mais 5 minutos, até o molho começar a espessar. Polvilhei os cogumelos com o tomilho, envolvi e servi.



Tarte Folhada de Chocolate e Framboesas



"Por muito tempo achei que a ausência é falta. E lastimava, ignorante, a falta."
Carlos Drummond de Andrade, "Ausência"

Não sei se alguém terá sentido falta de novas publicações neste estaminé, nos últimos 5 meses. Seja como for, é Agosto, estamos de férias, há tempo para escrever e receitas para publicar. Aqui fica a sugestão para uma tarte que leva poucos ingredientes, de simples confecção, muito fácil e rápida de se fazer, portanto, óptima para o tempo descontraído das férias.


Usei:

Uma placa de massa folhada pronta a usar (preferia massa areada, mas não tinha em casa)
100 gr de chocolate preto para culinária
1 pacote de natas de soja para bater
Framboesas
Açúcar em pó


Fiz assim:

Pré-aqueci o forno a 200º. Desenrolei a massa folhada e estendi-a, usando o papel vegetal que a envolve, sobre um tabuleiro de ir ao forno. Piquei-a com um garfo, cobri-a com feijão seco e levei ao forno, durante 15 minutos, para cozer. Quando começou a ficar dourada, retirei-a do forno e deixei que arrefecesse. Depois de a base da tarte estar fria, retirei os feijões que a cobriam. Entretanto, preparei o recheio da tarte: num tachinho, aqueci as natas. Quando começaram a fervilhar, acrescentei o chocolate, previamente partido em pedaços. Retirei do lume e mexi vigorosamente, até que o chocolate derretesse, se fundisse completamente com as natas, e se transformasse num ganache brilhante e sem grumos. 
Recheei a base da tarte com este creme. Enfeitei com framboesas, e deixei arrefecer. Quando o creme esfriou, polvilhei com açúcar em pó. 







domingo, 20 de março de 2016

Bolo de Pêra Caramelizada, Mel e Pepitas de Chocolate



Depois de uma semana de trabalho muito intensa, que se prolongou pelo sábado adentro, hoje optamos por um tranquilo dia de descanso em casa. Está sol, e até apetece sair para saudá-lo, e dar as boas vindas à Primavera. Porém, o cansaço fala mais alto. Assim, deixamos que o sol nos aqueça através dos raios que entram pelas janelas, enquanto saboreamos uma fatia deste delicioso bolo, preparado para sobremesa do nosso habitual brunch de domingo, e para o lanche. 

Usei:

1 iogurte natural
4 ovos
2/3 do copo de iogurte de óleo de girassol
100 gr de mel
50 gr de açúcar mascavado
1 colher de chá de essência de baunilha
100 gr de farinha de trigo integral
150 gr de farinha de trigo com fermento
100 gr de farinha de centeio
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
50 gr de pepitas de cacau cru
50 gr de pepitas de chocolate
1 pêra rocha
Caramelo líquido q.b.


Fiz assim:

Comecei por colocar na taça da batedeira o iogurte, o mel, a baunilha, os ovos e o óleo, e bati tudo, até que todos os ingredientes se misturassem. Numa outra taça, misturei os ingredientes secos: as farinhas, o açúcar, bicarbonato de sódio e as pepitas. De seguida, adicionei os ingredientes secos aos líquidos, batendo, até que se envolvessem bem e se fundissem numa massa homogénea. 
Untei uma forma de alumínio, sem buraco, com um pouco de caramelo líquido. Descasquei a pêra e cortei-a em fatias tão finas quanto possível. Dispus as fatias de pêra na forma, por cima do caramelo. Coloquei depois a massa de bolo por cima, e levei ao forno, pré-aquecido a 180º, durante 40 minutos. Espetei o palito para verificar se o bolo estava cozido. Estava, e tratei de desenformá-lo. Para tal, bastou que abanasse ligeiramente a forma, para que o bolo se soltasse.

Ficou tão bom! Receei que o mel pudesse tornar o bolo "enqueijado", o que não me agrada nada, mas felizmente isso não aconteceu. Pelo contrário, o bolo ficou extremamente fofo, e muito saboroso, com destaque para as pepitas de chocolate derretidas, que contrastam com as pepitas de cacau cru, que não derretem, e conferem uma textura crocante ao bolo. A pêra macia, o sabor delicado do caramelo e a doçura do mel, tudo se conjuga lindamente num bolo que está a contribuir para tornar este domingo no momento "zen" por que tanto ansiamos durante a semana! 

Bom Domingo!






sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Papas de Aveia, Quinoa e Frutos Secos



Eu sou fã do Jamie Oliver há cerca de 10 anos. Desde que assisti aos primeiros programas de culinária dele que me deixei contagiar pelas boas vibrações que ele transmite enquanto cozinha. Não gosto de tudo o que ele faz, mas, passados todos estes anos, continuo a ser fã. No meu aniversário recebi mais um livro dele para juntar à minha colecção: o último, "Receitas Saudáveis". Estou a gostar muito do livro, é muito diferente de todos os outros livros dele. 
Uma das receitas que já experimentei, e que tenho repetido no pequeno-almoço dos últimos dias, é a destas "papas de aveia proteicas", como o Jamie lhes chama. São uma delícia, e cheias de coisas boas! 

Usei:
(adaptado de "Receitas Saudáveis", de Jamie Oliver, p. 36).

400 gr de flocos de aveia integrais finos
100 gr de sementes de linhaça
150 gr de frutos secos (usei nozes, nozes da amazónia, e amêndoas)
50 gr de quinoa
2 colheres de sopa de gérmen de trigo (o Jamie sugere o uso de extracto de malte; como não tinha este ingrediente, usei gérmen de trigo, para substituir; ele sugere também que se junte extracto de baunilha à mistura. Eu não tenho, por isso não usei, e não sinto falta.)


Fiz assim:

Coloquei todos os ingredientes num processador de cozinha, e triturei-os, até obter um pó fino. Guardei o preparado em dois frascos, e fechei-os bem. De manhã, basta colocar 50 gr desta mistura num pequeno tacho, juntar o triplo de água, leite ou bebida vegetal à escolha (eu costumo usar bebida de amêndoa, de arroz ou de soja), e cozinhar em lume médio, mexendo de vez em quando, até engrossar e atingir a consistência pretendida. Depois, é só adicionar os nossos sabores preferidos e degustar! 
No dia em que tirei esta foto, usei para o topping das papas um kiwi pequeno (eu não gosto de kiwi!! Ando a tentar educar o paladar e a habituar-me ao sabor, porque é um fruto muito nutritivo; mas continuo a não gostar, eheheheh! :), bagas goji, uvas passas (o mesmo gosto que nutro em relação ao kiwi: não gosto! Mas forço-me a ir tentando comer. Encontrei uma marca que tem passas bem pequenas e estaladiças, e assim até nem é tão mau. ;), canela em pó e uma colher de chá de xarope de agave. Mas há dias em que o topping é de morangos ou framboesas, nozes e sementes de chia, amêndoas, maçã, canela e mel, ou aveia tostada com côco ralado e mirtilos, E é sempre tão bom! Estou mesmo fã desta mistura para pequeno-almoço. 
Obrigada, Jamie! 



domingo, 31 de janeiro de 2016

Bolo de Maçã e Geleia de Espelta



É Inverno. É no Inverno, e no habitualmente frio mês de Janeiro, que faço anos. Este ano foi um número bem redondo, cheio, tão cheio como tem sido a minha vida. Celebrei-o por vários dias. Primeiro com a família, depois com os amigos, em diferentes momentos, e, por fim, com o senhor da casa, numas adoráveis mini-férias a dois, com tudo o que gostamos: montanha, natureza, frio, comida abundante, doces e spa. 
No regresso a casa, neste último dia do primeiro mês do ano, e que antecede o início de mais um semestre de aulas, fiz um bolinho para acompanhar a tarde preguiçosa de filmes e manta no sofá. Ainda não fui às compras, por isso o bolo fez-se com o que havia disponível em casa: uma maçã enrugada, um iogurte a passar o prazo, e geleia de espelta para adoçar, pois não havia açúcar. E ainda adicionei canela para aromatizar. Ficou bom, bem fofinho e saboroso! Servi com o queijo e o doce de abóbora e noz que vieram connosco no regresso da Serra. Mas já não fui a tempo de fotografá-los. :)


Usei:

Um iogurte de aveia e noz
Uma medida e meia do copo de iogurte de geleia de espelta
Uma medida do copo de iogurte de farinha de trigo com fermento
Uma medida do copo de iogurte de farinha de trigo integral
Uma medida do copo de iogurte de côco ralado (opcional)
Uma colher de sopa de germen de trigo
Uma colher de chá de canela em pó
Uma colher de chá de bicarbonato de sódio
Uma maçã pequena
3 ovos
Meio copo de iogurte de óleo de girassol


Fiz assim:

Descasquei a maçã e cortei-a em pedaços. Triturei os pedaços de maçã no processador de alimentos. Juntei os ovos inteiros, o óleo,  o iogurte e a geleia e triturei até obter um líquido uniforme. Juntei então os ingredientes secos, e voltei a triturar. Coloquei a massa numa forma previamente pincelada com óleo e polvilhada com farinha, e levei ao forno, pré-aquecido a 190º, durante 40 minutos. Passado esse tempo o bolo já estava bem dourado, por isso espetei-lhe um palito, que saiu seco, indicando que o bolo estava pronto a ser devorado. E assim fizemos, acompanhando com um belo "chococino", da Dolce Gusto, que polvilhei com cacau em pó e granulado de chocolate. 

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Chocolate quente com especiarias e whisky


Chegou o Natal, e a azáfama típica da época. Este ano tenho feito as coisas de maneira diferente. Ainda não fiz nenhuma lista: nem das pessoas a quem vou oferecer presentes, do que quero cozinhar, ou dos ingredientes para comprar. Tenho andado ao sabor do vento quente que se faz sentir lá fora, sem estar presa às amarras das listas e listinhas que fiz ao longo dos últimos anos. E, estranhamente, tem corrido tudo bem! Debaixo da minha árvore já há presentes para todos os filhos e filhas das amigas, para os primos e primas, para os pais, para os tios e tias, e nos armários já há frascos e frasquinhos recheados de coisas boas feitas em casa para as amigas e amigos. Há também diversas tabletes de chocolate, alguns kilos de açúcar e farinha, e muitos saquinhos de frutos secos que, mais tarde, originarão bolinhos e bolachinhas de Natal. Também há papel de embrulho, fita cola, fitas e autocolantes de Natal em todas as superfícies planas da sala, da mesa às cadeiras e aparador. Há cd's de Natal a tocar na aparelhagem, e vídeos do youtube das músicas de Natal que fizeram furor nos anos 80, e que adoro revisitar, a passar incessantemente no computador. 
O Natal está mesmo à porta. E eu gosto tanto! Gosto tanto desta época do ano! Para mim, a quadra natalícia é mágica. Não é só a véspera de Natal e o dia de Natal, mas, especialmente, os dias que o antecedem, em que sente essa magia no ar. E como o chocolate também é mágico, aqui fica uma sugestão de um chocolate quente apropriado para a época, perfumado com o calor das especiarias e do whisky. 
FELIZ NATAL!

Usei:

100 gr de chocolate preto para culinária com 50% de cacau
uma colher de sopa de cacau magro em pó
duas colheres de sopa de amido de milho
metade de uma lata de leite condensado magro
um pau de canela
uma chávena de chá de leite de amêndoa
uma pitada de noz moscada em pó
uma pitada de gengibre em pó
uma pitada de cravinho em pó
duas colheres de sopa de whisky
açúcar dourado


Fiz assim:

Numa caçarola, misturei o cacau com o amido de milho, e dissolvi-os no leite de amêndoa. Levei a caçarola a lume brando. Adicionei o leite condensado, o pau d ecanela e o chocolate, partido em quadradinhos. Mexi com uma colher de pau até que o chocolate derretesse e a mistura engrosasse. Quando começou a espessar, adicionei o whisky e as especiarias. Mexi bem, até obter um chocolate quente cremoso, espesso, liso e brilhante. Tranferi a mistura para chávenas pequenas, polvilhei com açúcar dourado, e servi magia em colheres pequeninas, para ser melhor saboreada.

FELIZ NATAL!









domingo, 25 de outubro de 2015

Biscoitos de Grão com Amendoim e "Nutella"




Na semana passada vi estes biscoitos, na página de Facebook do blog "Ratatui dos Pobres". O seu aspecto irresistível captou, desde logo, a minha atenção. Decidi, naquele momento, que aquele seria o docinho a fazer no fim de semana. Hoje acordei determinada a cumprir esse desejo. Todavia, quando abri o frigorífico para de lá retirar o frasco da manteiga de amendoim e o grão que havia cozido ontem, encontrei um frasco de creme de cacau e avelãs, muito semelhante à Nutella, mas de uma marca branca. Dos 750 gr deste creme, sobravam agora cerca de 150. Não pensei duas vezes: em vez de cortar quadrados de chocolate negro em pequenos pedaços, para se assimilarem às pepitas que a receita original requeria, incorporaria aquele creme de chocolate e avelãs na massa! 
E assim fiz. O resultado? Uns biscoitos crocantes por fora, mas macios e húmidos por dentro. O sabor a cacau e avelã é intenso, embora também se sinta o aroma do amendoim. Do grão é que não se sente nenhum sabor. Gostamos muito, e será, sem dúvida, uma receita para repetir!

Usei:

370 gr de grão de bico cozido e bem escorrido
200 gr de manteiga de amendoim
150 gr de creme de cacau e avelãs
1 colher de chá de fermento em pó
1 colher de chá de aroma de baunilha
1 colher de sopa de geleia de espelta


Fiz assim:

Pré-aqueci o forno a 180º. Triturei o grão no processador de cozinha, até obter uma pasta cremosa. Adicionei os restantes ingredientes, e voltei a triturar, até que todos os ingredientes se misturassem. Moldei pequenas bolinhas com a massa obtida, e coloquei-as em tabuleiros de forno forrados com papel vegetal. Com estas quantidades, obtive bolinhas suficientes para ocupar dois tabuleiros. Levei ao forno, que reduzi para os 150º, com a função ventoinha ligada, e deixei que assassem durante 15 minutos. Entretanto, fiz uma cafeteira de café que, em conjunto com estes bolinhos, está a fazer-nos companhia no sofá, enquanto seguimos os jogos de futebol deste domingo. :)

Bom domingo!