quinta-feira, 5 de março de 2015

Fusilli de Milho com Cogumelos Shitake e Queijo de Cabra


Massa de... Massa com... Para mim, massa vai bem com (quase) tudo, e de (quase) tudo. É um ingrediente muito versátil, que se cozinha rapidamente, e que fica sempre bem. Ontem tive de fazer compras no supermercado, e havia uma massa de milho, sem glúten, em promoção. Resolvi trazer para experimentar. E havia também em promoção um ingrediente que muito aprecio, os cogumelos shitake. E assim se fez o almoço de hoje, comido na varanda, a apreciar os raios de sol. Tão simples. Tão rápido. Tão leve. E tão bom!

Usei:

Um punhado de fusilli de milho
5 cogumelos Shitake
Duas fatias de queijo de cabra
Metade de um tomate pequeno
Azeitonas pretas descaroçadas e cortadas em rodelas
Azeite
Alho em pó
Sal marinho
Pimenta preta
Salsa fresca
Água


Fiz assim:

Cozi a massa em água fervente temperada de sal, durante 10 minutos. Enquanto a massa cozia, limpei os cogumelos, parti-os em pedaços, e salteei-nos numa frigideira untada com um pouco de azeite, durante 2 minutos. Temperei com um pouco de sal marinho, alho em pó e pimenta preta. Reservei. Cortei o tomate e o queijo em pequenos pedaços, e coloquei-os no fundo de um prato de servir massa. Juntei o fusilli escorrido, os cogumelos, e um pouco de salsa picada. Reguei com um fio de azeite, e fui sentar-me numa cadeira, na varanda, a fazer fotossíntese enquanto comia! :)






terça-feira, 3 de março de 2015

Pão de Trigo, Centeio e Castanha




Tenho uma imensa colecção de livros de culinária, que reflectem a minha paixão por esta mui nobre arte. Todavia, não tenho (ainda!) nenhum livro de culinária que se dedique, exclusivamente, ao pão. Os pães que vou fazendo resultam, normalmente, de pesquisas encetadas na Internet. Mas hoje, enquanto pensava num pão para fazer no fim de semana, lembrei-me de voltar aos básicos, e fui buscar a inspiração a um dos mais antigos livros do Jamie Oliver, "Na Cozinha com Jamie Oliver", de 1999. Lá encontrei uma receita básica de pão. E como as receitas do Jamie nunca desiludem, meti mãos à obra, seguindo os passos da receita, mas acrescentando ingredientes mais ao meu gosto. Neste caso, substituí metade da farinha de trigo branca por farinha de trigo integral, e acrescentei também farinha de centeio e farinha de castanhas. 
O pão ficou enorme, nunca tinha feito um pão tão grande! É também um pão muito fofo e saboroso. Ficou com aspecto de bolo, porque quando o vi aumentar tanto de volume, achei melhor colocar a massa dentro de uma forma de bolo, para moldá-lo melhor. 

Usei:
(procedimentos adptados de "Na Cozinha com Jamie Oliver", pp. 184-185)

300 gr de farinha de trigo
100 gr de farinha de centeio
100 gr de farinha de castanha 
500 gr de farinha de trigo integral
uma saqueta (11 gr) de fermento para pão
30 gr de sal grosso
30 gr de açúcar mascavado claro
625 ml de água morna
Azeite q.b.


Fiz assim:

Misturei as farinhas, a levedura, o sal e o açúcar, na taça da batedeira, e misturei tudo muito bem. Juntei, aos poucos, a água morna, e com o gancho para massa incorporado na batedeira, deixei que os ingredientes secos e húmidos se misturassem, lentamente, na velocidade um. Depois aumentei para a velocidade dois, e bati durante 5 minutos. Untei um tabuleiro e as mãos com azeite (o Jamie sugere que o faça com farinha, mas eu prefiro sempre fazê-lo com azeite, para que o pão não se torne mais seco, por via de se adicionar mais farinha), e moldei o pão, procurando dar-lhe uma forma arredondada. Efectuei alguns cortes, com uma faca, na superfície da massa, cobri com um pano limpo, e coloquei o tabuleiro no forno (desligado!). Deixei levedar durante 50 minutos.
Passado esse tempo, o pão tinha levedado imenso, e dobrado de volume. Chegou a altura de voltar a amassá-lo, e desta feita fi-lo com as mãos, untadas uma vez mais com azeite. Amassei durante um minuto, para lhe retirar o ar. Coloquei a massa numa forma de alumínio para bolos, sem buraco, e untada com azeite. Voltei a colocar a massa no forno, coberta com um pano, para levedar pela segunda vez, por mais 50 minutos, 
Findo este tempo, retirei a forma do forno, e aqueci-o a 220º. Mantive o pão coberto com o pano até que o forno aquecesse (no meu forno, demorou cerca de 5 minutos). Enchi uma pequena taça de barro com água, e coloquei na parte de baixo do forno, para criar um ambiente húmido que favorece o crescimento do pão. Depois inseri a massa de pão no forno, dentro da forma, e deixei cozer durante 30 minutos. Reduzi a temperatura do forno para 150º, e deixei que o pão cozesse durante mais 10 minutos. Por fim, quando o pão já estava cozido, retirei-o do forno, e deixei arrefecer numa grelha. Ficou óptimo! Comi algumas fatias, à lareira, barrado com manteiga, e também simples, acompanhado de queijo de cabra marinado em azeite e orégãos. 





sábado, 28 de fevereiro de 2015

Bolachas de Pepitas de Chocolate da Maya




É certo e sabido cá por casa que, em fins de semana de chuva, há forno ligado, e de lá saem os assados para o jantar, o pão para o fim de semana, e, claro, há sempre um bolo, uns muffins, umas bolachas ou uns biscoitos. Neste fim de semana, o sábado amanheceu chuvoso. A tarde foi cinzenta, mas sem chuva. Ainda assim, liguei o forno, e o pão já está feito, assim como estas bolachinhas maravilhosas, cuja inspiração fui buscar ao "Livro do Chocolate", da escritora Joanne Harris e Fran Warde. 
O livro "Chocolate", de Joanne Harris, é uma obra que li aos 20 anos, e que me foi oferecida por uma grande amiga. O modo como este livro inebria os sentido é absolutamente fabuloso, e tal acontece pelas descrições minuciosas que a autora faz sobre os aromas, os cheiros e os sabores que perfumam os bolos da sua chocolaterie, assim como o chocolate quente, o ex libris da personagem principal, a chocolateira Vianne. Como faço anos em Janeiro, está muito frio. Uma das minhas formas favoritas de combater o frio é beber chocolate quente. E tanto chocolate quente bebi durante as noites em que devorei o livro! Assim, foi com naturalidade que recebi, por intermédio de outras mãos amigas, que tão bem me conhecem, não um, mas dois exemplares do novo livro de culinária da Joanne Harris! Estas bolachas são a primeira receita testada deste livro. E não poderiam ser melhores! Certamente a repetir noutras tardes cinzentas, ou manhãs chuvosas. 
Segui a receita quase na íntegra, apenas não incluí as 50 gramas de açúcar branco que as autoras sugeriam, por me parecer que as 120 gramas de açúcar mascavado seriam suficientes para o meu gosto (e não me enganei), e substituí a manteiga por creme de soja para barrar, por este ser um creme com 0% de colesterol, e nos bolos e bolachas cumprir perfeitamente o papel da manteiga.

Usei:
(adaptado de "Livro do Chocolate", de Joanne Harris, p. 96)

200 gr de creme de soja para barrar
120 gr de açúcar mascavado claro (usei biológico e de Comércio Justo)
100 gr de pepitas de chocolate negro
175 gr de flocos de aveia
200 gr de farinha de trigo com fermento


Fiz assim:

Pré-aqueci o forno a 180º. Forrei um tabuleiro de forno com papel vegetal. Bati o creme de soja com o açúcar, até que obtive um creme liso, sem grumos. Juntei a aveia e voltei a bater, até que os flocos se incorporassem na mistura. Adicionei as pepitas, e envolvi no creme, com uma espátula. Por fim, juntei a farinha, e misturei-a no creme. Moldei pequenas bolas de massa (cerca de 40), coloquei-as no tabuleiro forrado com papel vegetal, achatei-as ligeiramente com as costas da mão, e levei ao forno, durante 15 minutos. Com esta quantidade de massa, enchi dois tabuleiros, com cerca de 20 bolachas cada um. 



sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Pão de Ló Húmido de Chocolate




Fiz este Pão de Ló na Noite de Reis, e parece-me que vou repeti-lo neste fim de semana, porque estou com saudades da sua textura fofa, leve e húmida, e do creme de chocolate que brota do meio, assim que começamos a cortá-lo! :)
A inspiração veio daqui:

Usei:

180 gr de açúcar amarelo
125 gr de farinha de trigo sem fermento
50 gr de cacau
4 ovos inteiros, tamanho M
6 gemas


Fiz assim:

Pré-aqueci o forno a 230º. Comecei por bater, com a batedeira, os ovos e as gemas. Adicionei depois o açúcar, e continuei a bater, durante 25 minutos. Entretanto, misturei a farinha com o cacau, e envolvi delicadamente no creme de açúcar e ovos. Forrei uma forma de alumínio, sem buraco, com papel vegetal, e verti a massa do bolo para lá. Levei ao forno durante 10 minutos. Depois reduzi a temperatura do forno para 150º, e deixei cozinhar durante mais 5 minutos. Findo esse tempo, retirei o bolo do forno, e deixei arrefecer. Extraí-o da forma apenas quando estava já completamente frio.

Bom fim de semana!



domingo, 25 de janeiro de 2015

Aveludado de Couve-Flor, Abóbora e Harissa




O jantar de domingo engloba, desde a minha infância, a sopa, acompanhada de um snack rápido, um petisco, uma simples sandes, ou algo que sobrasse do almoço. Era assim em casa dos meus avós, e em casa dos meus pais. Agora é um ritual que reproduzo também em minha casa (apesar de raramente fazer almoço ao domingo; faço brunch, e o que sobra, geralmente, come-se ao jantar - excepto se forem bolinhos, porque raramente sobrevivem até ao jantar! :). 
Nos dias quentes nem sempre cumpro o ritual, mas durante o Inverno não o dispenso. Hoje vi esta sopa, e como tinha todos os ingredientes em casa, decidi logo que seria a sopinha a fazer. Não assei os legumes, e acrescentei alguns ingredientes. Resultou num creme muito aveludado, ligeiramente picante, e muito saboroso! Aqueceu, de imediato, o palato e o corpo!

Usei:

Metade de uma grande couve-flor
Uma talhada de abóbora
Uma cenoura
Dois dentes de alho
Uma colher de sobremesa de harissa
Azeite  q.b.
Sal marinho q.b.
Água
Uma pitada de paprika fumada
Coentros picados


Fiz assim:

Descasquei a abóbora e a cenoura e cortei-as em fatias. Descasquei os dentes de alho, e abri-os a meio. Lavei a couve-flor e separei-a em raminhos. Aqueci numa panela azeite suficiente para cobrir o seu fundo, juntei todos os legumes, e deixei cozinhar durante dois minutos, mexendo de vez em quando, para não pegarem ao fundo e não queimarem. Temperei com sal e a harissa. Voltei a mexer, e cobri os legumes com água quente. Tapei a panela e deixei que os legumes cozessem durante 25 minutos, até ficarem tenros. Quando estavam já bem macios, passei a sopa com a varinha mágica, até ficar em creme. Rectifiquei o sal, e servi polvilhada com coentros picados e uma pitada de paprika fumada em cada prato.


sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Bolinhos de Côco e Aveia com Agave




Eu sei que o Natal, a Passagem de Ano e o Dia de Reis aconteceram há pouco tempo, e que nessa época do ano os doces abundam, deixando-nos menos predispostos para querer comer doces nas semanas seguintes. Porém, também é verdade que é fim de semana, que está chuva e frio, muito frio. Na minha mente, lentamente se começa a delinear o plano para o fim de semana: manta, lareira, sofá, livros, filmes, comida de forno, chá quente, café fumegante... E uns bolinhos para acompanhar! Há coisa melhor?
Como cá em casa adoramos côco, tenho sempre este ingrediente Estes bolinhos de côco são pouco convencionais. Não usei ovos, nem açúcar. E o que posso dizer é que não se notou a ausência de nenhum dos ingredientes! A quantidade que fiz deu para seis bolinhos médios. Enquanto ainda estavam quentes, comemos logo quatro... :)

Usei:

90 gr de côco ralado 
1 colher de sopa de flocos de aveia finos
2 colheres de sopa de xarope de agave claro
1 colher de sopa de óleo de côco
Sumo de meia laranja
Leite de soja q.b.
Uma pitada de canela em pó
Açúcar demerara para polvilhar


Fiz assim:

Misturei os ingredientes secos numa taça. Juntei-lhes o agave, o óleo de côco e o sumo de laranja, e mexi com uma colher de pau. Fui acrescentando leite de soja, em pequenas quantidades, até ligar os ingredientes, mas sem que a mistura ficasse "empapada". Coloquei o preparado em formas de papel plissado, polvilhei com um pouco de açúcar demerara, e levei ao forno, pré-aquecido a 170º, durante 15 minutos, até que ficassem bem douradinhos. 

Alguém é servido? Desejo a tod@s um doce fim de semana! 




quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Pudim de Cacau e Chia




Há uns meses atrás, no auge da minha "luta contra o tempo" para terminar a minha tese, uma amiga que me ajudou com as formatações finais trouxe-me um miminho: uma mousse de chocolate vegan (obrigada R.!:). Apesar de a textura não me recordar a de uma mousse, mas sim a de um pudim, o sabor era muito bom, e ela garantiu-me que aquela mousse não levava nem açúcar, nem nenhuma gordura! "Que mistério!", pensei. Disse-me que a mousse tinha tâmaras. Tâmaras?! "Mas eu não gosto de tâmaras, R.!" "Descansa que não vais sentir o sabor das tâmaras", tranquilizou-me a querida R. Então fiz uma pesquisa, e cheguei a esta receita, que me inspirou para fazer esta deliciosa e leve sobremesa.

Usei:

3 colheres de sopa de sementes de chia
1 chávena de leite de amêndoa
3 colheres de sopa de cacau magro em pó
5 tâmaras
Granulado de chocolate branco

Fiz assim:

Misturei as sementes de chia com o leite de amêndoa, e deixei repousar durante duas horas, até que se formasse uma espécie de gelatina. Tirei o caroço às tâmaras, e pu-las no liquidificador, juntamente com os restantes ingredientes. Triturei tudo durante alguns minutos, até que os ingredientes se fundissem e o pudim não tivesse grumos. Coloquei o creme em ramequins (com estas quantidades, enchi três pequenos ramequins), e levei ao frigorífico. Na altura de servir, enfeitei com granulado de chocolate branco.
É uma sobremesa fresca, leve e muito saborosa.