quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Arroz de Camarão Tigre





Julgo que o meu apreço por pratos de marisco não seja uma novidade por aqui. Há dias, numa visita a um supermercado, não resisti a uns belos camarões tigres, já cozidos, que habitavam a banca da peixaria. Não sou grande fã do camarão que se adquire já cozido, prefiro prepará-lo em casa, mas estes estavam com um aspecto tão fresco e convidativo, que tive de trazer alguns comigo. Com uma parte deles, fiz este saboroso arroz.

Usei:
para duas pessoas


4 camarões tigre previamente cozidos
1 chávena mal cheia de arroz agulha
2 chávenas e meia de água quente
3 colheres de sopa de polpa de tomate
metade de um cubo de caldo de marisco
uma cebola
um dente de alho 
um tomate maduro, sem pele
sal q.b.
uma pitada de piri piri moído
Azeite
umas folhinhas de coentros


Fiz assim:

Cobri o fundo de um tacho com azeite. Descasquei e piquei a cebola e o alho, e refoguei-os no azeite, até alourarem ligeiramente. Cortei o tomate em pequenos cubos, e juntei-os ao refogado. Deixei cozinhar durante cerca de 3 minutos, mexendo de vez em quando, para não pegar no fundo. Coloquei no tacho o arroz, a polpa de tomate, o cubo de caldo de marisco e a água. Tapei e deixei cozer durante 10m, em lume brando. Enquanto o arroz cozia, descasquei e cortei em pedaços dois dos camarões. Quando o arroz estava quase cozido, destapei o tacho, adicionei os pedaços de camarão, ajustei o sal e adicionei uma pitada de piri piri moído. Servi com coentros picados, e um camarão inteiro. 
O arroz ficou bastante caldoso, porque gosto deste tipo de prato com esta característica, mas claro que é possível ajustar a quantidade de água, para quem preferir um arroz mais seco.









sábado, 18 de outubro de 2014

Tarte de Maçã e Ameixa





Tenho uma colecção de livros de receitas com uma dimensão considerável. Também tenho muitas revistas de culinária. Gosto de coleccionar estas preciosidades. Gosto de folheá-las, de "estudá-las", e de testar esta ou aquela receita, ou então de combinar partes de receitas diferentes e dar origem a uma nova criação. Um dos livros de culinária que mais gosto é o da Popina, "Iguarias Saudáveis". Se são saudáveis ou não, não tenho a certeza, mas trata-se, definitivamente, de iguarias! Todas as receitas deste livro que já fiz saíram perfeitas! 
A tarte que trago hoje foi adaptada deste fantástico livro. Efectuei algumas alterações, como quase sempre. E não podia estar mais satisfeita com o resultado! É uma tarte maravilhosa, que fica muito bonita, é rica em sabores e nutrientes, e tem uma textura muito cremosa e bem fofa. 


Usei:

Uma base de massa areada (comprei já pronta a usar)
Uma base de massa fofa
Duas maçãs com casca, sem caroço e cortadas em fatias
Seis ameixas vermelhas, com casca, sem caroço e cortadas ao meio
Uma mão cheia de mistura de frutos secos (opcional)
Canela em pó
Cardamomo em pó
Geleia de espelta q.b., para pincelar a tarte

Para a massa fofa:

45 gramas de manteiga de soja
90 gramas de açúcar amarelo
1 ovo pequeno
1 colher de chá de fermento em pó
90 gramas de farinha sem fermento


Fiz assim:

Liguei o forno a 160º. Retirei a massa areada da embalagem, e com ela forrei uma tarteira (usei o papel vegetal que envolve a massa), e reservei. No robot de cozinha, bati a manteiga de soja com o açúcar, até obter um creme homogéneo. Juntei o ovo e bati novamente. Depois juntei ao creme, aos poucos, e envolvendo com uma colher de pau, a farinha e o fermento. Espalhei este creme por cima da base de massa areada. 
Lavei, sequei e arranjei as maçãs e as ameixas. Espalhei a fruta por cima da massa fofa, procurando distribuí-la de uma forma uniforme e harmoniosa. Polvilhei com uma pitada de canela e de cardamomo em pó. Tinha num armário um pacote de mistura de frutos secos aberta, e resolvi aproveitá-los nesta tarte: por cima das maçãs e ameixas, dispus algumas passas, avelãs e nozes. 
Levei a tarte ao forno, durante 40 minutos. Após este tempo, retirei a tarte do forno, e deixei arrefecer durante uns minutos. Aqueci três colheres de sopa de geleia de espelta no micro-ondas, e pincelei a tarte com esta geleia, que a tornou mais doce, e muito brilhante. 


Bom fim de semana!



quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Panquecas com Marmelos Assados em Molho de Especiarias


Outono (e como eu adoro o Outono!) é tempo de castanhas assadas, dióspiros, abóboras, romãs, marmelos, de doce de abóbora, de marmelada e geleia de marmelo. Mas nem só na marmelada e geleia se usam os marmelos. Ontem assei-os no forno, para sobremesa, e com as sobras, fiz umas deliciosas panquecas para o pequeno-almoço de hoje!

Para as panquecas (fiz duas), usei quatro colheres de sopa deste preparado, a que adicionei uma colher de chá de sementes de linhaça dourada moída, uma colher de café de sementes de chia, e leite de soja suficiente para originar um creme espesso. Untei uma frigideira anti-aderente quente com um pouco de manteiga, e dispus colheradas do creme, dando-lhes o formato de uma panqueca. Assim que as panquecas douraram de um dos lados, (cerca de um minuto), virei-as com uma espátula e deixei cozinhar do outro lado. Quando estavam prontas, retirei-as para um prato, dispus por cima os marmelos assados, reguei com o molho e com um pouco de maple syrup, e terminei com açúcar em pó, um toque de canela em pó, e raspas de laranja.

Marmelos Assados em Molho de Especiarias:

Usei:

Quatro marmelos pequenos
Sumo de uma laranja
Um pau de canela
Uma colher de sobremesa de canela em pó
Uma colher de café de cardamomo em pó
Três colheres de sopa de açúcar mascavado claro


Fiz assim:

Lavei e raspei a casca dos marmelos. Cortei-os em gomos, e retirei-lhes o caroço. Reguei-os de imediato com o sumo de laranja, para não oxidarem. Polvilhei com a canela e o cardamomo, envolvi-os com o açúcar, acrescentei o pau de canela, e levei-os a assar no forno, dentro de uma taça de barro, durante 40 minutos, a 200º. 

Ficaram muito bons como sobremesa, e adorei juntá-los hoje, depois de amornados no micro-ondas, às panquecas do pequeno-almoço!





quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Tarte Pastel de Nata



Julho, Agosto e Setembro, os meses de Verão. Julho, Agosto e Setembro, os meses que passei praticamente "enclausurada" em casa, a concluir a minha tese. Foi um Verão completamente diferente dos outros, desta feita passado a trabalhar, e longe dos habituais prazeres da época: a praia, os livros lidos em esplanadas, os mergulhos no mar e na piscina, os passeios, as viagens, os festivais de Verão, os convívios ao ar livre com os amigos e a família. E quando o Outono chegou, e o Verão findou, eu terminei a tese, e o meu Verão chegou. Agora é tempo de celebrar e nutrir a alma, e até o calor que se tem feito sentir ajuda! :)
Celebração que é celebração tem de ser doce. A primeira coisa que fiz, no meu primeiro dia de liberdade pós-tese, foi ir dar um mergulho no mar. No segundo dia, fiz esta tarte pastel de nata, com algumas alterações (como não podia deixar de ser!:).

Usei:

Uma base de massa quebrada
300 ml de leite meio gordo
200 ml de natas para bater
100 gr de açúcar
25 gr de farinha de trigo
25 gr de amido de milho
5 gemas de ovo
Casca da metade de uma lima
2 paus de canela

Fiz assim:

Pré-aqueci o forno a 180º. Numa taça, misturei, com a ajuda de uma colher de pau, a farinha e o amido de milho com o açúcar. Separei as gemas de ovo das claras. Guardei as claras, e juntei as gemas à mistura de farinha, amido e açúcar. Mexi até que os ingredientes se ligassem. Num copo misturador, juntei o leite com as natas, e, aos poucos, fui juntando esta mistura líquida à combinação de ingredientes sólidos, mexendo sempre, até que tudo ficasse bem ligado. Por fim, adicionei a casca de lima e os paus de canela. Coloquei o preparado dentro de um tacho, e levei a lume brando. Fiquei a mexer sempre, até a misturar encorpar e se transformar num creme. Entretanto, forrei o fundo de uma tarteira com papel vegetal, e sobre ele dispus a massa quebrada. Piquei a massa com um garfo, e levei-a ao forno, durante dez minutos. Retirei a massa do forno, e sobre ela verti o creme. Levei a tarte ao forno durante 30 minutos. Nessa altura, a massa já estava dourada, e o creme estava firme e havia ganho um belo tom dourado-acastanhado. Serviu-se polvilhada com canela em pó. 
Estava muito boa, mas para a próxima vez vou substituir a massa quebrada por massa folhada, julgo que a tornará mais parecida com o nosso tão delicioso e tipicamente português pastel de nata.

E assim dou as boas-vindas ao "meu Verão"!






quarta-feira, 30 de julho de 2014

Carpaccio de Curgete e Pepino com Requeijão e Vinagrete de Mel




Tenho saudades de ter tempo livre para cozinhar com calma, fotografar os pratos e depois partilhá-los neste cantinho, que anda tão abandonado! Estou na recta final de um projecto profissional e académico de grande dimensão e, nessa medida, muito absorvente. Pouco tenho cozinhado, as minhas refeições têm-se concentrado sobretudo, em sopas, saladas, muita fruta da época, algumas latas de atum e sardinha, pão, iogurtes, e demais coisas de fácil acesso e rápida preparação e apropriação. 
Para mim, neste Verão não haverá praia, não haverá pausa para férias. Mas como se costuma dizer por aí "the best is yet to come", e espero que o meu adorado Outono me traga a paz de espírito da tarefa cumprida, e o almejado tempo livre para descansar, cozinhar e publicar!
Entretanto, fica a sugestão de um carpaccio vegetariano, leve e saboroso, para sentir um pouco do Verão, nem que seja no prato!

Usei:
(para uma pessoa)

Metade de uma curgete pequena
Metade de um pepino pequeno
Um tomate 
Metade de um requeijão de ovelha
Tiras de pimento verde
Cebolinho fresco
Azeitonas
Sementes de chia

Para o vinagrete:

Uma colher de sopa de azeite
Uma colher de chá de mel
Uma colher de chá de vinagre aromatizado com mel
Sal refinado
Pimenta preta


Fiz assim:

Lavei o tomate, o pedaço de pimento, o pepino e a curgete. Sequei-os e cortei-os em fatias muito finas, que dispus no prato de servir.  Misturei, num pequeno frasco, todos os ingredientes do molho, agitei bem, e reguei os legumes fatiados com este vinagrete. Esfarelei o requeijão e juntei-o ao carpaccio. Temperei o requeijão com um pouco de sal refinado e pimenta preta. Salpiquei com cebolinho fresco cortado (que, na minha opinião, liga lindamente com o requeijão!) e sementes de chia (apenas porque gosto muito do efeito visual; o seu uso aqui é facultativo!). Juntei algumas azeitonas, e comi na varanda, para desfrutar do sol por uns instantes! :)



segunda-feira, 21 de julho de 2014

Salada com Pêssego Grelhado e Halloumi




Do que mais gosto no Verão? Não, não é do calor, nem de passar o dia na praia. É mesmo da fruta! E tento aproveitar ao máximo as texturas e sabores da maravilhosa fruta que esta estação do ano nos oferece, como fiz nesta salada.

Usei:

Mistura de folhas para salada (alface, agrião, alface roxa)
Um pêssego maduro
Quatro fatias de queijo halloumi
Metade de um tomate chucha
Tiras de pimento vermelho assado em conserva
Azeite, sal e pimenta preta
Tomilho
Sementes de chia

Para o molho:

Duas colheres de sopa azeite
Uma colher de sopa de sumo de limão
Sal refinado q.b.
Pimenta Preta q.b.
Uma colher de café de mostarda de Dijon
Uma colher de chá de xarope de agave

Fiz assim:

Aqueci uma frigideira anti-aderente, e nela verti um fio de azeite. Descasquei o pêssego, retirei-lhe o caroço, cortei-o em fatias, e dispus as fatias na frigideira. Temperei de sal, pimenta e algumas folhas de tomilho seco. Deixei grelhar durante dois minutos de cada lado, retirei da frigideira e reservei. Cortei quatro fatias de queijo halloumi, com cerca de 0,5 cm de espessura, e grelhei-as na mesma frigideira, durante dois minutos de cada lado, até o queijo amolecer. Temperei com uma pitada de pimenta preta (não usei sal para temperar o queijo, que já contém sal), e retirei-o da frigideira. Lavei o tomate e cortei-o em gomos, que dispus no prato de servir. Juntei-lhe as folhas para salada, e algumas tiras de pimento assado. Acondicionei as fatias de queijo e de pêssego grelhado por cima da mistura de folhas e tomate. Num frasquinho, coloquei todos os ingredientes do molho, tapei o frasco e agitei bem, até obter uma emulsão. Verti este molho sobre a salada, polvilhei-a com sementes de chia, e servi.







domingo, 6 de julho de 2014

Doce de Colher de Custard, Banana, Bolacha e Chocolate




Chegou o Verão, ainda que timidamente, com muito vento e alguma chuva. As temperaturas ainda não são as que almejamos nesta época, mas já é possível andar de t-shirt, um casaco leve, e arrumar as botas. É tempo da melhor fruta do ano (suspiro a pensar nas cerejas, nas meloas, nas melancias, nas pêras de S. João, nas ameixas, nos pêssegos... Tão bom!! :), e também dos semi-frios e sobremesas de colher. Aqui está uma sugestão para uma sobremesa fresca e deliciosa!


Usei:

Duas colheres e meia (de sopa) de creme Custard
500 ml de leite magro frio
3 colheres de sopa de açúcar
1 casca de limão
1 pau de canela
50 gr de manteiga
1 pacote de bolachas de canela
1 banana
100 gr de chocolate preto para culinária
Leite magro extra, para ajudar a derreter o chocolate


Fiz assim:

Comecei por triturar as bolachas no processador, até ficarem numa espécie de areia fina. Forrei o funda da taça de servir com uma cama fina desta "areia" de bolacha. De seguida, preparei o creme custard: dissolvi o preparado num pouco do leite frio, misturando bem com uma vara de arames. Adicionei depois o açúcar, e voltei a mexer. Acrescentei o restante leite, a manteiga, a casca de limão e o pau de canela. Coloquei a mistura num tacho, e levei a lume brando, mexendo sempre, até que o creme engrossasse e atingisse o ponto de estrada. Retirei a casca de limão e o pau de canela, e espalhei uma parte deste creme na taça de servir, por cima da camada de bolacha. Cobri o creme com mais uma camada de bolacha ralada. 
Descasquei a banana e cortei-a em rodelas finas, que dispus sobre a camada de bolacha. Derreti o chocolate, no micro-ondas, com um pouco de leite, até ficar cremoso. Cobri as rodelas de banana com um pouco deste creme de chocolate. Por cima coloquei mais uma camada de creme custard e, para finalizar, cobri com o restante creme de chocolate.
Levei ao frigorífico, e servi bem fresco, como sobremesa num jantar de aniversário.










terça-feira, 10 de junho de 2014

Gnocchi com molho de tomate, espinafres e cogumelos e cobertura de azeitonas e requeijão


Nunca fiz gnocchi caseiro, embora tenha muita vontade de experimentar. Um dia destes hei-de colocar "fazer gnocchi" na minha "lista-de-coisas-a-fazer-antes-de-morrer"! Quero fazer uma versão caseira, sobretudo, porque não aprecio muito as versões pré-cozinhadas que existem no mercado. Contudo, os gnocchi pré-cozinhados são muito práticos, pela rapidez com que se cozinham. Nessa medida, volta e meia trago uma embalagem destes gnocchi para casa. Hoje cozinhei-os com um delicioso molho de tomate, espinafres e cogumelos frescos, e para lhes conferir frescura, juntei requeijão e azeitonas pretas. Para comida "pré-fabricada", como lhe chamo, considero que não ficou nada mal! O molho que envolveu os gnocchi atenuou um pouco da sua textura meio "plástica", e o requeijão conferiu frescura e suavidade ao prato. Muito bom!

Usei:

Uma embalagem, de 500 gr, de gnocchi pré-cozinhados
1 pacote, com 250 ml, de polpa de tomate
Uma lata, pequena, de tomate pelado inteiro
Uma cebola pequena
Um dente de alho picado
Uma embalagem de cogumelos de Paris frescos, e laminados
Meia embalagem de espinafres congelados
Meio frasco de azeitonas pretas descaroçadas e cortadas em rodelas
Requeijão de vaca 
Sal, azeite e pimenta q.b.
Manjericão seco, orégãos secos e salsa fresca q.b.
Uma pitada de açúcar amarelo

Fiz assim:

Cozinhei os gnocchi de acordo com as instruções da embalagem, isto é, num tacho destapado e em água a ferver, temperada de sal, até que os gnocchi subam à superfície. Depois escorri-os e reservei. Piquei a cebola e refoguei-a em azeite, até começar a ficar translúcida, e adicionei o alho picado, que deixei alourar. De seguida, juntei os cogumelos, depois de lavá-los, e deixei saltear até dourarem. Juntei os espinafres aos cogumelos, temperei de sal e pimenta, e deixei cozinhar até que ficassem macios. Nessa altura, juntei o tomate pelado desfeito em pedaços, e a polpa de tomate. Temperei com uma pitada de açúcar, manjericão seco e orégãos, e deixei cozinhar até o molho ficar espesso. Coloquei alguns gnocchi num prato fundo, rectifiquei os temperos do molho, e coloquei uma generosa porção deste molho de espinafres e cogumelos sobre os gnocchi. Desfiz o requeijão por cima do molho, juntei-lhe algumas azeitonas e salsa picada. 







sexta-feira, 6 de junho de 2014

Panqueca de banana e côco



Ontem vi esta maravilhosa receita no blog da Marmita, e soube, de imediato, que tinha de experimentá-la. E a urgência foi tal, que não consegui esperar mais do que umas horas. Eis o pequeno-almoço de hoje, baseado na receita da Marmita! Não tinha mirtilos, por isso usei bagas goji. Acrescentei à versão original umas sementes de chia e de linhaça, e ajustei as quantidades, porque fiz apenas para mim. É tão bom, que não quis partilhar. Só convosco! ;)

Usei:

Uma banana madura
Um ovo
Côco ralado q.b.
Uma pitada generosa de canela em pó
Uma colher de sopa de bagas goji
Uma colher de café de sementes de chia
Uma colher de café de sementes de linhaça moídas
Óleo de girassol q.b.
Maple Syrup q.b. + extra bagas goji, côco e canela para polvilhar


Fiz assim:

Esmaguei a banana com o garfo, adicionei o ovo previamente batido, e as sementes. Depois fui adicionando côco ralado, mexendo sempre com um garfo, até obter uma mistura consistente, sem estar demasiado líquida. Adicionei uma pitada de canela em pó, e as bagas goji. Entretanto, aqueci cerca de uma colher de chá de óleo de girassol numa frigideira anti-aderente, e nela coloquei colheradas da mistura. Deixei cozinhar, em lume brando, até começar a borbulhar. Com a ajuda de uma espátula, virei a panqueca,  e deixei cozinhar do outro lado, até dourar. Retirei para um prato, reguei com um pouco de maple syrup, polvilhei com mais canela, mais algumas bagas goji, e côco ralado. Depois, foi tempo de saborear! :)


domingo, 18 de maio de 2014

Bolo Salgado de Curgete e Queijo


As previsões meteorológicas indicam que, a partir de amanhã, as temperaturas vão descer bastante. O frio vai voltar em força, assim como a chuva, em algumas zonas do país. A minha região vai ser uma das felizes contempladas, com descidas de temperatura na ordem dos 10º a menos daquelas que registamos nos últimos dias. Mas isso só está previsto acontecer amanhã. Por hoje, temos sol, e há que celebrá-lo, com receitas práticas que se comem na varanda, à luz dourada dos raios de sol que nos iluminam, como este bolo salgado,  perfeito para o brunch de domingo. 
A receita original encontra-se na revista "Blue Cooking", n.º 36, Março de 2009, e é fabulosa, assim como toda a revista, que adoro! A minha versão é ligeiramente diferente. Fi-la assim:

Usei:

1 chávena de farinha de trigo
1 chávena de farinha de trigo integral
1 colher de chá de fermento
1/3 da chávena de leite magro
1/2 chávena de azeite extra-virgem
1 ovo
Uma curgete média
1 chávena de queijo emmental ralado
Meia colher de chá de sal refinado
Uma pitada de pimenta preta
Uma colher de sopa de sementes de chia


Fiz assim:

Pré-aqueci o forno a 180º. Lavei bem a curgete, retirei as extremidades, e cortei-a em fatias finas. Coloquei as fatias de curgete no robot de cozinha e triturei, até que ficassem completamente raladas. Juntei-lhe o ovo, o leite e o azeite, e voltei a triturar. De seguida, adicionei as farinhas, o fermento, as sementes de chia, o queijo, o sal e a pimenta, e misturei bem, até que todos os ingredientes se fundissem. 
Coloquei este preparado numa forma de silicone rectangular, e levei ao forno, durante uma hora. Servi morno, com tomate cereja, queijo de cabra fresco, e salada de alface com agrião e rúcula. 




domingo, 4 de maio de 2014

Queques de Cenoura e Iogurte


A inspiração para estes queques veio do livro da Mafalda Pinto Leite, "Cozinha Para Quem Não Tem Tempo" (p. 213), e foram o remate perfeito para o brunch deste domingo! 
Efectuei algumas alterações à versão original, nomeadamente o facto de ter trocado parte da farinha por farinha integral, a manteiga sem sal por creme de soja para barrar, e a noz-moscada e a pimenta da jamaica por uma mistura de especiarias para pão. 
Os queques ficaram muito macios, com uma textura fresca e húmida. 

Usei:
(para 16 queques)

Uma chávena de farinha de trigo sem fermento
3/4 da chávena de farinha de trigo integral
3/4 da chávena de açúcar amarelo
1 colher de chá de canela
1 colher de chá de mistura de especiarias para pão
1 colher de chá de fermento em pó
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1/2 colher de chá de sal refinado
1 iogurte natural magro
4 colheres de sopa de creme de soja para barrar
1 ovo
5 cenouras lavadas e raladas

Fiz assim:

Lavei muito bem as cenouras, cortei-as em rodelas finas, e triturei-as no robot de cozinha. Acrescentei as farinhas, as especiarias, o fermento, o bicarbonato, o sal e o açúcar, e misturei tudo. Juntei a esta mistura o creme de soja, previamente derretido, durante 30 segundos, no micro-ondas, o iogurte e o ovo. Triturei tudo, e coloquei 3 colheres de sopa desta mistura em cada forminha de papel plissado. Levei os queques ao forno, pré-aquecido a 160º, durante 20 minutos. 
O cheiro a canela e especiarias espalhou-se pela casa, enquanto os queques coziam no forno.
Adoramos!





segunda-feira, 28 de abril de 2014

Risone com ervilhas, "bacon" e salsicha de soja



O tempo é um dos bens imateriais mais preciosos de que dispomos. Muitas vezes dou por mim a pensar que não tenho tempo para isto, ou para aquilo. Almejo por dias mais longos, por mais tempo. Mas o dia mantém as 24h, a semana os 7 dias, e o tempo vai passando, foge, esconde-se, evapora-se. Isto tudo para dizer que há demasiado tempo que não escrevia nada aqui. Tudo por causa da escassez de tempo, da dificuldade em conciliar os diversos espaços-tempo. Não prometo ser muito assídua nos próximos tempos. Tempos que serão de trabalho e estudo árduos. Tudo em nome de, passados estes tempos mais tumultuosos, volte a ter maior disponibilidade de... tempo!
Esta receita é óptima para poupar tempo! A ideia é oriunda de um dos programas televisivos da Nigella Lawson, "Nigelissima", e conquistou-me de imediato: uma espécie de risotto, mas que demora metade do tempo (sempre ele, o fantasma do tempo!) a preparar? É mais do que perfeito para este meu tempo! 
A Nigella fez a receita com bacon e ervilhas. Eu optei por uma deliciosa versão vegetariana!

Usei:
(para duas pessoas)

Uma chávena + meia de massa pevide risone
2 chávenas de água a ferver
1 caldo de legumes biológico
Uma chávena de mistura de ervilhas e cenouras baby congeladas
Uma fatia de "bacon" vegetariano
2 salsichas de soja em lata
Uma tira de pimento vermelho
Sal e pimenta preta q.b.
Azeite suficiente para cobrir o fundo de um tacho de tamanho pequeno
Uma cebola picada
Dois dentes de alho picados
Uma colher de sobremesa de manteiga magra
Um punhado de salsa picada
Uma colher de sopa de parmesão ralado


Fiz assim:

Refoguei a cebola no azeite, em lume brando, até que ficasse translúcida. Acrescentei então o alho picado e a mistura de ervilhas com cenoura, o "bacon" cortado em tiras finas, e as salsichas em rodelas. Temperei com o caldo de legumes, acrescentei o risone, e envolvi bem. Reguei com a água a ferver, acrescentei um pouco de sal e de pimenta, e deixei cozinhar durante 12 minutos, mexendo de vez em quando. Findo este tempo, acrescentei o pimento vermelho, salsa picada, a manteiga e o queijo ralado. Envolvi estes ingredientes no tacho, até que a manteiga e o queijo se fundissem nos restantes ingredientes. Servi de imediato, bem quente. 
Eu adorei, e o senhor cá de casa também. Será algo a repetir, e muitas vezes! Quiçá até com outros ingredientes... Assim haja vontade... E tempo! :)






sábado, 22 de março de 2014

Linguini com Curgete e Limão



Por aqui, a Primavera chegou mascarada de Inverno, com o regresso do frio e da chuva, o que convidava a um fim de semana de lareira acesa e chocolate quente.  Mas hoje a chuva só apareceu durante a manhã, e na hora de almoço o sol atreveu-se e fez a tarde sua. Para saudá-lo, preparei esta  receita de massa, leve como a Primavera, e saborosa como o toque do sol na pele.

Usei:

Uma curgete média
Um tomate
Uns pézinhos de salsa
1 dente de alho
Queijo parmesão
Sumo e raspa de meio limão
Azeite q.b.
Linguini integral
Água 
Sal e pimenta preta


Fiz assim:

Comecei por cozer o linguini, em água a ferver temperada de sal, durante 15 minutos, e reservei. Com a ajuda de um descascador, cortei fatias finas de curgete, que temperei com sumo de limão, sal e pimenta preta. Descasquei o alho, piquei-o, e refoguei-o muito ligeiramente no azeite, numa frigideira larga. Juntei a curgete em fatias, e salteei até que a curgete amolecesse, mas sem que se desfizesse. 
Entretanto, lavei o tomate, cortei-o em gomos, e dispu-lo numa saladeira. Escorri o linguini, juntei-o ao tomate, verti por cima um fio de azeite, para ligar os sabores, e envolvi bem. Acrescentei as fatias de curgete, a raspa de limão, a salsa picada, e por cima ralei um pouco de queijo parmesão.
Ficou muito saboroso!

sábado, 8 de março de 2014

Biscoitos Crocantes de Amendoim e Chocolate




Num das minhas deambulações por blogosfera fora, tropecei nesta receita. Fiquei logo tentada a experimentá-la. Reparei que tinha todos os ingredientes em casa, excepto os amendoins. Poderia tê-los trocado por outro fruto seco que abundasse cá em casa, como cajús, amêndoas, avelãs ou nozes. Mas decidi esperar por uma ida às compras e adquirir os amendoins, pois há muito tempo que ansiava por testar a combinação de chocolate com amendoim. Valeu a pena a espera. Amendoim e chocolate resultam realmente bem em conjunto, e os biscoitos ficaram óptimos: crocantes, mas macios por dentro, não demasiado doces, nem salgados. Perfeitos para os lanches da semana!

Fiz algumas alterações à receita original. Eis o modo como a realizei:

Usei:

50 gr de creme de soja para barrar
50 gr de manteiga de amendoim
75 gr de açúcar mascavado doce
75 gr de farinha de trigo com fermento
75 gr de farinha de trigo integral
75 gr de flocos de aveia
100 gr de chocolate para culinária, com 70% de cacau
100 gr de amendoins descascados, ao natural 
1 ovo

Fiz assim:

No processador de cozinha, piquei os amendoins, o chocolate e a aveia. Não deixei que se reduzissem a pó, apenas que ficassem em pedaços mais pequenos. Numa taça, bati as manteigas com o açúcar, até formar um creme. Adicionei o ovo e a farinha, e bati novamente, até incorporar estes ingredientes no creme. Por fim, juntei os amendoins, o chocolate e a aveia. Com a ajuda de uma colher de sobremesa, dispus pequenos montinhos de massa num tapete de silicone com que forrei um tabuleiro de ir ao forno. Levei o tabuleiro ao forno, pré-aquecido a 180º, durante 15 minutos. Depois, repeti a operação, até que a massa se esgotasse. Obtive cerca de 25 biscoitos (quando me lembrei de contá-los, já tinha comido dois ou três... ;)

Bom fim de semana!


domingo, 2 de março de 2014

"O" Bolo de Chocolate


A minha paixão por chocolate já foi proclamada vezes sem conta neste blog. Este meu gosto exacerbado por este ingrediente tão peculiar leva a que, sempre que penso em fazer um bolo ou uma sobremesa, a primeira imagem que me ocorre é o chocolate. Nesta tarde preguiçosa e chuvosa de domingo, estes pensamentos assolaram-me. Primeiro, o de fazer um bolo, para saborear no sofá, envolta numa manta, com uma chávena de café numa mão, um livro na outra, e as chamas intensas da lareira como pano de fundo. O segundo pensamento seguiu-se de imediato: bolo de chocolate, pois claro! 
Considero que esta é uma receita que roça a perfeição: o bolo fica muito fofo, com imenso creme de chocolate, húmido, absolutamente delicioso, e fica pronto em menos de... Dez minutos! É, ou não, perfeito?

Usei:

Uma chávena de açúcar amarelo
Uma chávena de farinha de trigo com fermento
1 pacote de chocolate em pó
Meia chávena de óleo de girassol
Meia chávena de café solúvel
Uma chávena de leite morno
4 ovos inteiros

Fiz assim:

Bati os ovos com o açúcar, até que o açúcar se dissolvesse. Juntei depois o leite (previamente aquecido no micro-ondas, durante 30 segundos, em potência média), o café previamente preparado e frio e o óleo. Adicionei o chocolate, e bati novamente, até o chocolate se incorporar na mistura. Depois envolvi a farinha, com a ajuda de uma espátula, no creme. Verti o preparado para uma tarteira em pirex, sem buraco, e sem estar untada. Levei ao micro-ondas, na potência máxima, durante 6 minutos e meio. E está pronto! Não resisto a cortar uma bela fatia, repleta de creme, enquanto o bolo está morno... Nham! :)

Pode polvilhar-se com canela, cacau, ou açúcar em pó. Já experimentei todas as versões, e fica muito bem com qualquer uma das combinações. Hoje optei pelo açúcar em pó. Uma vez mais, não fiquei desiludida! 

Há chuva, há lareira, há manta, há bolo de chocolate... 

Bom domingo!








domingo, 23 de fevereiro de 2014

Quiche de Espinafres, Tomate e Queijo Brie


Ontem recuperei um hábito que perdi há alguns anos: fazer a minha própria massa para quiches e tartes salgadas! Com a facilidade proporcionada pelo acesso simplificado às massas já prontas a desenrolar que encontramos em diversos supermercados, deixei de fazer a massa, e tenho optado por usar massas de compra, que são, sem dúvida, muito práticas. Mas não sabem ao mesmo, isso também é verdade.
A receita da quiche encontra-se no livro "Quiches e Salgados", da colecção "Le Cordon Bleu", uma colecção que simplesmente adoro!
Adaptei a receita original aos ingredientes que tinha em casa: troquei as natas por natas de soja, e a cebola e cebolos por dois talos de alho francês.
Aqui fica a minha versão desta deliciosa tarte salgada:

Para a massa:

100 gr de farinha de trigo
50 gr de farinha de trigo integral
75 gr de manteiga magra
60 ml de água
Uma pitada de sal refinado
Uma colher de chá de orégãos

Para o recheio:

30 gr de manteiga magra
Dois talos de alho francês, bem lavados e cortados em rodelas finas
200 gr de espinafres congelados, já descongelados
1 ovo médio
200 ml de natas de soja para culinária
1 queijo brie (200 gr)
1 tomate maduro, cortado em fatias finas
Sal e pimenta preta moída

Fiz assim:

Para fazer a massa, coloquei todos os ingredientes no processador de cozinha, e triturei durante uns 30 segundos, até que a massa formasse uma bola. Retirei-a do copo, levei-a para uma superfície plana, polvilhada com farinha, e com ajuda de um rolo da massa untado com azeite, estendi-a. Depois forrei uma tarteira com esta massa. Piquei a massa com um garfo, e levei-a ao forno, pré-aquecido a 180º, durante 10 minutos. Neste período de tempo, preparei o recheio.
Comecei por refogar, numa frigideira, o alho francês na manteiga previamente derretida, até o alho ficar translúcido e mole. Acrescentei os espinafres, e temperei com sal e pimenta. Deixei cozinhar até que os espinafres estivessem cozidos, e a mistura de ingredientes ficasse seca. Cortei o queijo em fatias finas. Com papel de cozinha, sequei as rodelas de tomate. Retirei a massa do forno, e comecei a montar o recheio: primeiro a mistura de alho francês com espinafres, depois as fatias de queijo e, por fim, as rodelas de tomate. Misturei as natas com o ovo, temperei com sal e pimenta, e verti o preparado para a tarteira, de modo a cobrir o recheio. 
Levei ao forno durante 30 minutos. Servi com uma salada de alface, rúcula e canónigos. 



sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Scones de Côco e Lima



Fevereiro tem sido um mês particularmente chuvoso, frio e cinzento. Sei que isso faz confusão a muitas pessoas, mas eu gosto do tempo assim. E gosto ainda mais quando posso passar os dias chuvosos em casa, com a lareira acesa, uma manta no colo, uma chávena de chá numa mão, e na outra, uma fatia de bolo, uns biscoitos, ou uns scones quentinhos. 
Há dias em que tenho a sorte de poder trabalhar a partir de casa, e hoje foi um desses dias. Um dia chuvoso, cinzento, típico do Inverno. Tipicamente ao meu gosto. Um dia que pedia um bolinho para acompanhar o chá que preparei para o dia de trabalho. E quando a fome começou a apertar, na hora do lanche, dirigi-me à cozinha, aproveitando a possibilidade de fazer um lanche "de fim de semana", daqueles que implicam fazer um doce, pão ou umas bolachinhas caseiras, mas numa sexta-feira. Optei por fazer uns scones aromatizados com côco e lima. E pensei para mim que a compota de citrinos que me havia sido oferecida ligaria perfeitamente com estes scones. Não me enganei. Foi um remate perfeito para um dia de trabalho perfeito!

Já publiquei aqui a receita base para os scones que costumo fazer. Parece-me uma boa ideia para o pequeno-almoço ou lanche neste fim de semana, que se adivinha, uma vez mais, de frio e chuva intensa.


Para os scones de hoje, usei:

200 gr desta mistura para scones (preparada por mim, e que costumo ter sempre armazenada num frasco, pronta a usar!)
1 colher de sopa de sementes de linhaça moídas (usei como substituto de 1 ovo, porque não tinha ovos em casa!:)
3 colheres de sopa de água a ferver
Meia chávena de leite de soja
1 colher de sopa de creme de soja para barrar
Raspa e sumo de meia lima
Meia chávena de côco ralado
Manteiga e compota para barrar os scones


Fiz assim:


Pré-aqueci o forno a 200º. Adicionei à mistura caseira pré-preparada para scones uma colher de sopa de creme de soja para barrar, meia chávena de leite de soja, a raspa de lima, o côco ralado e o sumo de lima. Misturei a linhaça com a água quente, e incorporei na mistura. Mexi rapidamente com uma colher de pau, até que a massa ficasse homogénea. Dispus colheradas de massa numa folha de papel vegetal que cobria um tabuleiro de ir ao forno, e deixar os scones a cozinhar no forno durante 15 minutos. Retirei-os do forno, e comi-os barrados com manteiga e compota de citrinos, enquanto revia alguns vídeos de um concerto mágico a que assisti, precisamente, há um atrás. Que fim de tarde maravilhoso! 




Bom fim de semana!



sábado, 8 de fevereiro de 2014

Pastéis de Alho Francês e Espinafres


Durante a tarde de hoje, a chuva saiu de cena, e apesar de o dia estar cinzento, o sol apareceu, ainda que de forma muito tímida, bem escondido por detrás de uma camada espessa de nuvens. Não obstante a pálida visita do sol, o tempo remanesce frio, e eu continuo a fazer das sopas as minhas fiéis aliadas para combatê-lo. Mas como nem só de sopa me alimento, hoje trago uns pastéis salgados, que servem para acompanhar uma sopa bem quente, como entrada, como iguaria num brunch, ou lanche tardio. 
A inspiração veio daqui, e como muitas vezes acontece, "personalizei" a receita original, de acordo com os ingredientes disponíveis em casa, ou em função do meu gosto pessoal.

Usei:

1 placa de massa folhada refrigerada
1/2 kg de alho francês cortado em rodelas, congelado
Meia embalagem de folhas de espinafre congeladas
1 embalagem de creme de soja líquido 
1 ovo
Azeite
Sal, pimenta preta e noz-moscada

Fiz assim:

Cobri o fundo de uma frigideira anti-aderente com um fio de azeite, e levei ao lume, até que aquecesse. Juntei as fatias de alho francês e as folhas de espinafre, e deixei cozinhar até que esta ficasse completamente descongelada. Temperei com um pouco de sal, pimenta preta moída e um bocadinho de noz-moscada ralada. Deixei cozinhar até que os legumes ficassem cozidos. Quando o alho e os espinafres já estavam macios, retirei-os do lume, e deixei-os a arrefecer. Misturei o ovo com as natas de soja, temperei de sal e pimenta, e adicionei este creme aos legumes. Coloquei a mistura no copo misturador do meu robot de cozinha, e triturei tudo, até obter um creme consistente e liso. 
Com a ajuda de um copo com o bocal largo, cortei pequenos discos de massa folhada, com os quais forrei 12 forminhas de queques em alumínio. Recheei as formas com o preparado, e levei ao forno, pré-aquecido a 200º, durante 20 minutos, até a massa folhada dourar, e o recheio ficar cozido. 



domingo, 2 de fevereiro de 2014

Bolachinhas de Cacau



Estava eu, um dia destes, a arrumar as prateleiras de um dos armários da cozinha em que guardo produtos alimentares, quando me deparei com dois pacotes de bolachas abertos, já moles. Fiquei desiludida quando percebi que tinha deixado comida a perecer, e também quando compreendi a razão de me ter esquecido daquelas bolachas. Não é que não fossem boas, mas não são tão boas como as que fazemos em casa. E durante o mês de Dezembro, saíram do meu forno vários tabuleiros de bolachinhas caseiras, que ofereci a familiares e amigos. Petisca bolachinha aqui, petisca bolachinha ali, e as bolachas compradas no supermercado acabaram por ficar esquecidas no armário. Por isso, decidi que não voltarei a comprar bolachas no supermercado (pelo menos, não nos próximos tempos). É que as bolachas feitas em casa são mesmo muito melhores, fazem-se num instante, enchem a cozinha de deliciosos aromas, e deixam-nos felizes!

Esta receita é adaptada do livro “Nigella Christmas”, e as bolachas são absolutamente divinas! Com um sabor intenso a cacau, é impossível comer só uma! Ofereci-as a imensas pessoas, no Natal, e todas me disseram que adoraram. Eu sou suspeita, mas também adorei! :)

Usei:
150 gr de açúcar amarelo
250 gr de manteiga magra
300 gr de farinha de trigo
40 gr de cacau (usei de agricultura biológica, que tem um sabor ainda mais acentuado e forte!)
1 colher de chá de fermento em pó
½ colher de chá de bicarbonato de sódio
Açúcar em pó para polvilhar (facultativo)

Fiz assim:
Pré-aqueci o forno a 170º. Amoleci a manteiga, durante 30 segundos, no micro-ondas. Bati a manteiga com o açúcar, até obter um creme liso e esbranquiçado. Juntei o cacau, e misturei bem, até o cacau se incorporar no creme. Integrei o bicarbonato e o fermento na farinha, e adicionei esta mistura ao creme de manteiga, açúcar e cacau, até obter uma mistura homogénea. A massa fica pegajosa, mas suave. Forrei um tabuleiro com papel vegetal, onde fui colocando bolinhas de massa. A melhor forma de tender as bolachinhas é moldar pequenas bolas, com as mãos, e achatá-las com um garfo, ou com as “costas” de uma colher de sopa. Terminada esta operação, levei-as ao forno, durante 15 minutos. Depois deixei que arrefecessem, e para conceder-lhes um ar mais natalício, polvilhei-as com açúcar em pó.

Cabem cerca de 20 bolachas em cada tabuleiro, e esta quantidade de massa perfaz 40 bolachas de tamanho pequeno a médio. 

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Bolo de Chocolate e Amêndoa com cobertura de Chocolate Branco


Na semana passada celebrei mais um aniversário. Os dias de aniversário são especiais, na medida em que as pessoas de quem gostamos nos fazem sentir especiais. A minha forma de retribuir todo esse carinho é este bolinho, que, como não poderia deixar de ser, é carregado do meu alimento favorito: chocolate! :)
Esta receita é também dedicada à Ana Teles, do fantástico blog "Telita na Cozinha"; não é todos os dias que descobrimos alguém que faz anos no mesmo dia que nós, e que cumpre, precisamente, a mesma idade.  Muitos Parabéns a nós, Ana! :)

Usei:

2 chávenas de açúcar mascavado claro
1 chávena de farinha de trigo com fermento
1 chávena de farinha de trigo integral
1 chávena de amêndoa finamente moída
1 chávena de leite de soja natural
1 chávena de chocolate em pó
1 chávena de pastilhas de chocolate preto
3/4 chávena de óleo de girassol
1 colher de café de essência de amêndoa
1 colher de café de bicarbonato de sódio
5 ovos

Para a cobertura:
200 gr de queijo creme natural (usei a versão "light")
100 gr de chocolate branco para culinária
1 colher de sopa de açúcar em pó
Drageias de chocolate coloridas
Açúcar dourado
Bolinhas prateadas


Fiz assim:

Bati as gemas com o açúcar, até obter um creme. No robot de cozinha, triturei um pacote de amêndoas com pele, e juntei ao creme. Adicionei à massa, intercaladamente, o chocolate, o leite, a essência de amêndoa e o óleo. Por fim, incorporei as farinhas e o bicarbonato, alternando com as claras previamente batidas em castelo. Coloquei a mistura numa forma sem buraco, e com a ajuda de um garfo, incorporei as pastilhas na massa. Levei ao forno, pré-aquecido a 180º, durante 40 minutos. Depois desliguei o forno, e deixei o bolo ficar lá dentro por mais 10 minutos. Passado esse tempo, retirei o bolo do forno, e desenformei-o. Deixei arrefecer, enquanto preparei a cobertura, que fiz do seguinte modo: derreti o chocolate no micro-ondas, a temperatura média, durante 2 minutos. Depois de o chocolate arrefecer um pouco, juntei-lhe o queijo-creme, e mexi, com uma vara de arames, até ligar bem os dois ingredientes. Adicionei o açúcar em pó, e voltei a mexer, até o açúcar se incorporar no creme. Cobri a parte de cima do bolo com este creme, e depois, para conferir um ar mais festivo (e infantil... eheheh!:), decorei com as drageias de chocolate coloridas,  o açúcar dourado e algumas bolinhas prateadas. 
Fiz uns mini-queques, com a mesma massa e a mesma cobertura, para enfeitar o prato do bolo. E coloquei também alguns morangos, para o mesmo efeito.