quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Bolo de Abóbora, Nozes e Mel


A abóbora abunda durante o Outono, e marca uma presença contínua na minha cozinha. Desta feita, na forma de um delicioso bolo!


Usei:

200 gr de açúcar amarelo
200 gr de farinha de trigo com fermento
200 gr de farinha de trigo integral
1 colher de chá de fermento em pó
5 ovos
3 dl de óleo de girassol
4 colheres de sopa de mel
100 gr de abóbora, depois de descascada
100 gr de miolo de noz
1 pedaço de casca de laranja (cerca de 1/4)
Açúcar em pó


Fiz assim:

Triturei, no processador, a abóbora crua, a casca de laranja e as nozes, e reservei. Bati os ovos com o açúcar, o óleo e o mel, até obter um creme fofo e liso. Misturei as farinhas, e adicionei-lhes o fermento. Fui incorporando esta mistura no creme, intercalando com a  mistura de abóbora e nozes trituradas. Envolvi bem todos os ingredientes, até obter uma mistura homogénea. Coloquei a massa numa forma de silicone sem buraco, e levei ao forno, pré-aquecido a 180º, durante cerca de 40 minutos. Depois de o bolo estar cozido, retirei-o do forno e deixei-o arrefecer na forma. Quando estava já frio, desenformei, e polvilhei com açúcar em pó.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Scones de Abóbora com Sementes de Papoila


Scones quentinhos são sempre um snack muito apreciado cá por casa, seja ao pequeno-almoço, ao lanche, ou mesmo no brunch que costumamos fazer ao fim de semana. Assim, quando me deparei com esta versão de scones, tratei logo de experimentá-la! E por aqui gostamos muito do resultado.

Usei:

300 gr de abóbora descascada
100 gr de açúcar amarelo
200 gr de farinha com fermento
150 gr de farinha integral
50 gr de creme de soja para barrar
1 ovo
1 colher de sopa de sementes de papoila
Uma pitada de canela em pó

Fiz assim:

Triturei a abóbora crua no robot de cozinha. Juntei-lhe o açúcar, e voltei a triturar. Desta feita, adicionei a manteiga de soja e o ovo, e triturei novamente. Depois envolvi bem nesta mistura as farinhas, as sementes de papoila e a canela. Coloquei colheradas de massa num tabuleiro forrado com papel vegetal, e levei ao forno, pré-aquecido a 180º, durante 20 minutos. 
Servi-os assim que saíram do forno, acompanhados de manteiga e doce de abóbora feito em casa. 

Bom fim de semana!

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Bolachas de Manteiga e Chocolate



Apesar de ser mais prático e rápido comprar bolachas no supermercado, gosto de fazer as minhas próprias bolachas, sempre que tenho tempo (e vontade também!). No Verão praticamente não ligo o forno,  portanto, não há bolachinhas caseiras cá por casa. Mas quando chega o Outono, eu e o forno retomamos a nossa relação de amizade próxima, e não nos largamos até que o Verão retorne! E é assim que voltam as bolachas feitas em casa, no tempo mais frio, chuvoso e convidativo para passar tardes no sofá, a ler, a ouvir música, e a saborear bolachas, enquanto se contempla a chuva e a queda das folhas das árvores que se agitam lá fora. Será (também) por isto que adoro o Outono?

Usei:

300 gr de açúcar
200 gr de farinha com fermento
100 gr de manteiga
50 gr de chocolate em pó
1 ovo
Granulado de chocolate

Fiz assim:

No copo do robot de cozinha triturei o açúcar, a manteiga e o ovo, até ligar os ingredientes. Juntei depois a farinha, e mexi até obter uma massa mais compacta e uniforme. Dividi a massa em duas partes iguais, e a uma delas adicionei o chocolate em pó, de modo a obter bolachas de manteiga simples, e bolachas de manteiga com chocolate (não me canso repetir que acredito piamente que com um pouco de chocolate, tudo melhora. ;) 
Depois tendi bolinhas de massa, que dispus num tabuleiro de forno, forrado com papel vegetal. Com as costas de uma colher de sopa, achatei as bolinhas, para lhes dar uma forma mais "abolachada". Coloquei granulado de chocolate por cima das bolachas de chocolate, e levei o tabuleiro ao forno, pré-aquecido a 180º, durante 20 minutos.
E agora tenho de me retirar, pois o meu canto no sofá, à janela, a manta, o gato, as bolachinhas e o chá de rooibos quentinho aguardam a minha companhia! :)

Boa semana!

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Bolo de Stracciatella


E chegou o frio. Pelo menos, onde vivo, as últimas duas noites e manhãs foram bem frias, como que para que nos recordar que apesar de estar sol, há mais de um mês que entrámos no Outono. Sou apreciadora de doces durante todo o ano, mas para mim um dos fascínios do Outono é esta incessante vontade, que me cresce dentro do peito, de ligar o forno, e fazer bolos, bolinhos, bolachas, pães ou scones. E há que fazer a vontade ao corpo, e aquecer a alma!

Usei:

1 iogurte grego de stracciatella
3 medidas do copo de iogurte de farinha com fermento
2 medidas do copo de iogurte de açúcar amarelo
1 medida do copo de iogurte de óleo de girassol
3 ovos
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 colher de café de essência de baunilha
100 gr de chocolate preto para culinária

Fiz assim:

Préaqueci o forno a 180º (e é tão bom chegar a casa, ligar o forno, e deixar que o calor que dele emana nos aconchegue!). Na taça da batedeira coloquei o iogurte, a essência de baunilha, os ovos e o óleo, e bati até misturar bem todos os ingredientes. De seguida, juntei os ingredientes secos: primeiro o açúcar, e depois a farinha, a que havia adicionado o bicarbonato. Por fim, envolvi, sem bater, o chocolate partido e picado em pequenos pedaços, com a ajuda de uma faca grande. Coloquei o creme numa forma untada de manteiga e polvilhada de farinha, e levei ao forno, durante 40 minutos, altura em que nele inseri um palito que saiu seco, embora com resquícios de chocolate quente e derretido. Hummm... Pedaço de paraíso! Fiz um chá de menta para acompanhar, e deliciei-me!



sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Creme de Brócolos, Curgete e Nabo


Em Julho deste ano iniciei um projecto pessoal que há muito queria concretizar: uma horta biológica! Aproveitei o pequeno quintal que a minha mãe tem em casa para cultivá-lo, juntamente com uma amiga de infância e que ainda hoje mantenho, que também aprecia este género de aventura. No início de Julho plantámos couve portuguesa, couve coração, couve penca, alho francês, alface roxa, tomate cherry, e brócolos. As alfaces foram as primeiras a crescer e a serem consumidas. Temos tido também muitas couves, e agora chegou a vez dos brócolos, que hoje se transformaram em sopa.

Usei:

Uma cabeça grande de brócolos, juntamente com o talo
1 nabo
1 cebola
Meia curgete, descascada
1 dente de alho
Sal marinho
Pimenta preta moída
Água quente
Azeite

Fiz assim:

Cobri o fundo de uma panela com azeite, e aí refoguei a cebola, depois de descascada e cortada em gomos. Adicionei o dente de alho picado, a curgete e o nabo descascados, e por fim o brócolo, depois de separado em raminhos, e de ter cortado o talo em fatias. Temperei de sal, e cobri os legumes com água que fervi previamente na chaleira eléctrica, para abreviar o processo de cozedura. 
Deixei cozinhar durante 25 minutos, e triturei a sopa. 

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Pimento Doce Recheado com Queijo, Mostarda e Azeitonas



No início do Verão fui a um jantar em casa de um amigo, no qual provei algo que nunca havia experimentado: pimento italiano. É um pimento doce, mais alongado e esguio do que os pimentos que conhecemos, e muito macio e tenro. Nesse jantar, os pimentos serviram-se recheados com queijo, e gostei muito do prato. Não voltei a comer estes deliciosos pimentos, porque nunca os encontrei à venda. Mas na semana passada vislumbrei uma embalagem destes pimentos numa prateleira de supermercado, e agarrei-a de imediato, pensando logo em recheá-los com queijo. Assim fiz, mas adicionei alguns ingredientes extra. Ficou muito bom! É uma espécie de pizza, mas sem a massa. :)

Usei:

1 pimento italiano
6 colheres de sopa bem cheias de queijo mozzarella light, ralado
1 colher de chá de orégãos secos
1 colher de chá de mostarda de Dijon
2 colheres de sopa de azeitonas pretas descaroçadas e cortadas em rodelas
1 colher de sopa de azeite
Uma pitada de pimenta preta moída

Fiz assim:

Comecei por lavar o pimento, e cortá-lo longitudinalmente, em dois. Retirei-lhe as sementes, sequei-o com papel de cozinha, e reservei. Passei à preparação do recheio: numa taça, juntei o o queijo ralado (usei uma versão light; em termos de aspecto, não é lá muito bonito, mas depois de derretido tem um sabor idêntico à versão "normal", e fica igualmente saboroso), os orégãos, a mostarda, o azeite e as azeitonas. Misturei bem, e polvilhei com pimenta preta moída. Recheei as metades de pimento com este preparado, e levei ao forno, pré-aquecido a 180º, durante 20 minutos, até os pimentos ficarem macios, e o queijo dourado e bem derretido. 
Servi com arroz basmati, e esta conserva de pepino.

Bom apetite!




quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Pavlova de Chocolate com Iogurte Grego e Frutos Vermelhos



Há muito tempo que desejava experimentar fazer uma pavlova. A oportunidade surgiu quando guardei imensas claras oriundas de um pudim de ovos que fiz para oferecer. Segui a receita base da pavlova da Nigella Lawson, embora tenha feito algumas alterações à versão original: reduzi a quantidade de açúcar, e troquei as natas por iogurte grego natural açucarado.

Receita (como a fiz):

Usei:

6 claras de ovo à temperatura ambiente
200 gr de açúcar
2 colheres de sopa de cacau
1 colher de sopa de chocolate em pó
5 colheres de sopa de pepitas de chocolate negro
1 colher de sopa de vinagre balsâmico
1 iogurte grego natural açucarado
Morangos e framboesas
Granulado de chocolate
Açúcar em pó

Fiz assim:

Comecei por pré-aquecer o forno a 180º. Coloquei as claras numa taça, e com a ajuda de uma batedeira, montei as claras em castelo firme. Depois, fui adicionando, aos poucos, o açúcar, batendo sempre, até obter uma mistura cremosa, espessa e brilhante. De seguida, incorporei, à mão, o chocolate em pó, o cacau e o vinagre, até que todos estes ingredientes se fundissem no creme. Envolvi as pepitas de chocolate na mistura, forrei um tabuleiro de forno com papel vegetal, e coloquei colheradas do creme no centro, até formar um monte, a que procurei, com a ajuda de uma espátula, moldar num formato redondo. Alisei o topo, também com a espátula, e depois de me certificar de que o formato da pavlova correspondia minimamente a uma tarte, introduzi o tabuleiro no forno, baixando, de imediato, a temperatura para 150º. A pavlova deve cozinhar durante 1h15. Enquanto está no forno, cresce imenso, e assemelha-se a uma gigante broa de milho, pois começa a ficar com rachadelas na superfície, que nos permitem ver o maravilhoso interior castanho-achocolatado. 
Passado o tempo de cozedura, entreabri a porta do forno, e desliguei-o, deixando a pavlova lá dentro até arrefecer. À medida que arrefece, o doce abate, e forma-se uma espécie de cratera no centro, perfeita para depois colocar a cobertura. Quando a pavlova estava já completamente fria, cobri o centro com o iogurte, que bati com uma colher, e coloquei por cima vários morangos e framboesas. Terminei com um leve polvilho de açúcar em pó, e granulado de chocolate. 
Maravilhoso! :)